ABUP Show 2026: 3 Tendências de Decoração que Também Falam sobre Design e Identidade

O que a ABUP Show 2026 revelou sobre tendências de decoração, design afetivo e identidade de marca — e por que a criação ainda começa no humano, não na IA.

A ABUP — Associação Brasileira de Empresas de Utilidades e Presentes , reúne todo ano, em São Paulo, o que há de mais atual nde tendências de decoração para o setor de casa, presentes, decoração e têxtil. É a ABUP Show que traz os lançamentos dos grandes players, o design independente brasileiro e um panorama completo de para onde a decoração está caminhando.

Fui à feira este ano com um olhar específico: o que essas tendências dizem sobre design, identidade e o valor do que é feito à mão? E encontrei três respostas que quero compartilhar aqui.

1. Tendências de Decoração: O feito à mão como conforto afetivo

A primeira constatação foi clara: o feito à mão está com tudo, não como nostalgia, mas como possibilidade real de trazer conforto afetivo para os ambientes. Várias coleções e artistas trabalharam o tema do design afetivo, esse lugar do único que carrega uma dimensão emocional que a produção em série não alcança.

As matérias-primas reforçaram isso. Fibras naturais, cerâmicas e madeiras apareceram com destaque, sempre resaltando a natureza como referência estética e sensorial. Não é só sobre material sustentável — é sobre a textura, a imperfeição e a história que esses materiais carregam. Já falei sobre essa dimensão cultural e emocional do fazer manual em O Que É Artesanato? Cultura, Identidade e o Papel do Design na Pós-Modernidade.

2. Tendências de Decoração: O luxo está no original

Outra percepção forte: o verdadeiro luxo, hoje, está em poder usar peças feitas à mão, com um toque de originalidade que nenhuma reprodução industrial replica. A feira não traz só o artesanal, o peso do produto industrial ainda é grande,, mas mesmo entre essas peças senti a poesia, o inusitado e o divertido servindo como pano de fundo das coleções.

É um sinal interessante para quem cria: o público está cada vez mais atento ao que é raro, ao que tem assinatura, ao que não é igual ao do vizinho. Esse mesmo raciocínio guiou a reflexão que fiz em Valorização do Artesanato: o Vestido de Cannes — a peça única como forma de valor, não só de estética.

3. Tendências de Decoração: Território: saber de onde vem conecta

A terceira palavra que vi se repetir nas coleções foi território. Existe uma necessidade crescente de se mostrar regional dentro de um mundo cada vez mais global. Peças, paletas e conceitos que remetem a uma origem específica, um lugar, uma cultura, uma técnica — geraram identificação muito mais forte do que qualquer tendência genérica.

Saber de onde vem conecta. E essa é uma lição que, no meu trabalho com artesanato e territórios, eu já via de perto, mas que ver confirmada na linguagem do mercado de decoração reforça: origem não é só valor cultural, é também valor de mercado. (Esse tema se aprofunda ainda mais na reflexão que trago da minha experiência no HackTown 2026 sobre identidade e território )

O ponto de partida ainda é humano

Diante dessas tendências de decoração, fica uma reflexão importante para quem, como eu, trabalha criando comunicação para marcas, coleções e produtos: com a IA cada vez mais presente no dia a dia criativo, é preciso ter clareza sobre o papel dela.

A IA é uma aliada poderosa para acelerar processos, organizar ideias, gerar variações, agilizar a produção de conteúdo. Mas, principalmente quando o tema é design afetivo, feito à mão e território, ela não deve ser o ponto de partida da criação. O insight inicial,aquele que nasce da mão, da vivência e do olhar do artesão ou do artista, é insubstituível. É dali que vem a autenticidade que o próprio mercado está valorizando, como vimos nas três tendências acima.

Isso não significa abrir mão de tecnologia. Significa usá-la no momento certo: depois que o conceito já existe, para dar consistência e agilidade à comunicação.

Um jeito prático de garantir isso é manter um manual de marca sempre atualizado, com tom de voz, estilo de imagens e paleta de cores bem definidos. Ter esse ponto de partida claro ajuda a manter a coerência em qualquer peça que se vá criar depois, seja com ou sem apoio de IA. É o mesmo princípio que trato em Embalagem para Artesanato: Por Que Ela é Parte da Sua Marca , a identidade visual como parte estrutural do produto, não um detalhe final.

E aqui o Canva pode ajudar bastante: o recurso de Kit de Marca permite reunir logotipo, cores, fontes e imagens de referência em um só lugar, garantindo que toda comunicação — humana ou acelerada por IA — parta sempre do mesmo conceito.

O que são tendências de decoração?

São os movimentos estéticos, de material e de conceito que moldam o setor de casa e presentes em determinado período — cores, texturas, temas e valores que aparecem repetidamente em coleções de diferentes marcas e designers, geralmente reveladas em feiras do setor como a ABUP Show.

Feito à mão está em alta na decoração 2026?

Sim. Na ABUP Show 2026, o feito à mão apareceu com força como resposta ao desejo de conforto afetivo nos ambientes, com destaque para fibras naturais, cerâmica e madeira — materiais que carregam textura, imperfeição e história.

Como usar a IA na criação de comunicação de marca sem perder a autenticidade?

Usando a IA para acelerar etapas depois que o conceito já existe — organização, variações, agilidade de produção —, mas nunca para substituir o insight inicial, que precisa nascer do olhar do artesão ou do artista. Um manual de marca atualizado (tom de voz, cores, estilo de imagem), como o Kit de Marca do Canva, ajuda a manter esse ponto de partida consistente mesmo com apoio de IA.

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