Autor: andreia costa

Eu fui Jesus na procissão católica.

Tenho uma relação particular sobre religião. Acho um assunto bem particular para ser tratado dentro de círculos muito próximos e de muito afeto. Fui criada no catolicismo, batizada, fiz primeira comunhão na igreja católica e por escolha não fiz a Crisma. Para quem não sabe – Crisma é uma confirmação do batismo – e na época não aceitava várias condutas da Igreja que frequentava e resolvi que ali não era meu lugar de fé.. Sim frequentava, ia a missa todo sábado, fazia parte do Grupo de Jovens [Jovens amigos de Cristo] na paróquia do Bairro Floramar. fazia campanha do quilo e as quinta feiras ajudava no Sopão que era distribuído as pessoas carentes do Bairro. Segunda feira era dia de reunião Espírita no Espaço Caminhos para Jesus, ia tomava passe, recebia mensagem psicografada. Em alguns dias do ano ajudava minha mãe a lavar a casa com sal grosso e outras folhas, deixava doces no Jardim pros Meninos de Angola outros diziam que era pra Cosme e Damião, mas eu sempre soube que era pros Meninos …

Na minha pele

Na minha pele. (Lázaro Ramos) Não é um livro. Coisas assim não deveriam nem ocupar as estantes nas livrarias, muito menos deviam ser vendidas. É muito mimimi. Isso que não chamo de livro, (usa a linguagem do texto e o suporte do papel para existir) fala de coisas tão corriqueiras, tão comuns, tão do dia a dia que nem deveriam estar ali. Nem causam espanto por serem comuns. Esse moço não fala de exceção, ele fala da regra. A regra é essa. A regra é que todo mundo tem o poder de ser invisível. Quanto mais a pele é branca, menor é o poder. O máximo do poder é de quem tem a pele negra, preta. Esse consegue passar desapercebido, nas escolas, nos bares, nos teatros, entre os médicos ou engenheiros, nos altos postos do governo, na publicidade …. Normal, essa é a regra. Sou eu que saí da curva. Filha de mãe branca e pai preto, tenho meus privilégios. Criada na estrada, sem muitos vínculos, os problemas de não ter pares nas escolas, estavam …

Fábula do amor em pedaços

Feliz pelos 46 anos de muitas caminhadas triste só pra fazer rima. Feliz por todos que compartilharam a comida ontem e triste por aqueles que não chegaram. Podemos ser alegres e triste ao mesmo tempo e com a mesma intensidade; Feliz pela atleta Karina Oliani que se torna a primeira mulher sulamericana a subir as duas faces do Everest  e triste pelas mortes que marcam mais um dia do gigante branco. (até o momento 3 sonhos chegam ao céu) Triste pela forma que nós temos tratado a prisão da Andrea Neves, feliz por saber que seus atos possam ser julgados e ela responsabilizada. Triste por saber que nós podemos ser bem melhor que ela, mas tem hora que não mostramos isso. Feliz pois podemos mudar. Hoje alegre pela partilha dos amores e triste pelos pedaços. A todos que partilharam mais essa empreitada que não faltem pedaços nem amor. imagens de livre inspiração cedidas sem querer por Mãe, Patricia Brito, Adriano Matos, Du Pente.

Pintura rupestre das Cavernas do Peruaçu MG

Parque Nacional do Peruaçu MG

Pernada de aniversário. 29, 30 de abril e 1 de maio. Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Guia Celio Lima Neto – Roteiros Cavernas Do Peruaçu. Pousada da Kescia Madureira. Pousada Recanto das Pedras O parque tem hoje 8 atrativos abertos a visitação, em 3 dias da pra ver todos. Deixe um dia para o Janelão pois vale a pena ficar de boa sem pressa. A Pousada da Kescia é uma delicia e é a que fica mais próximo a entrada do parque. Tem quartos e área de Camping, em breve terá também dois Chales. o café da manha é um luxo só de guloseimas, queijos que ela mesma faz, bolos, biscoitos tapiocas, sucos … o almoço ou jantar também pode ser combinado com ela. Célio é historiador, escalador, guia e já pernou meio mundo e a parte do mundo que ele mais conhece são essas beiras do Peruaçu, ele é guia também do caminho do Serão, então da pra aproveitar e já deixar marcado as próximas pernadas pela região. E por fim o moço é …

em tempo de pouca fé

Em tempo de pouca fé Em tempo de pouca fé, eu tenho ficado mais tempo na janela, Em tempo de pouca fé, eu tenho acreditado mais nas pessoas Em tempo de pouca fé, eu tenho olhado mais para as estrelas Eu tenho sentido mais frio, Em tempo de pouca fé, eu tenho olhado mais para os lados, Em tempo de pouca fé, eu tenho acolhido mais os erros dos outros e os meus, Em tempo de pouca fé, eu tenho respirado fundo, Eu tenho lido mais, Em tempo de pouca fé, eu tenho doado mais Em tempo de pouca fé, eu tenho ficado cada dia com menos, Eu tenho ficado mais leve Em tempo de pouca fé não há reza que espante o medo Em tempo de pouca fé tenho esquecido as orações … tenho atentado para as emoções Eu tenho tomado mais chá. Em tempo de pouco fé, tenho esperado menos peixes Em tempo de pouca fé eu tenho cozinhado mais com cravo, Com cravo. Em tempo de pouca fé eu aprendo Em tempo …

Ja passei muito pano

A lua me acordou. Sei o que sou contra mas não sei o que sou a favor. Desde o quase fim do carnaval estou tentando escrever para falar da experencia deste ano. O texto já tem título > sobre o caos e a alegria, já tem foto. No entanto outro assunto tem tomando conta dos meus pensamentos. Abusos. Não tenho sabido como lidar com o aumento de caso de abusos de homens contra mulheres da minha timeline. Não estou me referindo e nenhum caso específico – pois não é só um. Sobre os casos que estão na rede, não tenho interagido. A única exceção foi um texto compartilhado por uma amiga que fala contra a cultura do escracho. Um texto que relata como o escracho tem favorecido a exposição da vítima. Apenas curti o texto. Ponto. Até o momento sou contra o escracho, só não me venham falar que eu relativizo o escracho, pois quando é a Skol eu entro de sola. Empresa não sofre, perde dinheiro apenas (quando perde). Voltemos, preciso falar do meu …