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Posição política: Das quebradas

Hoje quero fazer jus ao nome: rede social: então vamos conversar em rede. Hoje quero falar com os meus 596 amigos do facebook (esse número vai cair depois da publicação – mas tô de boa) e aos meus não sei quantos seguidores aqui do blog.

Amigos sociais, vamos lá: Amigos, vocês que acham que os funcionários atingidos pela Lei 100, deveriam estudar para passar no concurso, e acham que eles são aquele tipo de funcionário que só que se dar bem com o famoso jeitinho brasileiro e tal? Você sabia que muitos destes funcionários (eu disse muitos e não todos), já fizeram concursos públicos e participaram de processos administrativos legalizados, com publicações no diário oficial e tudo que tem direito, e que mesmo muitos que passaram em concursos ainda não foram empossados. Você sabe que a briga é pela manutenção da lei que determina que quem entrou sem concurso saia, mas que quem fez concurso seja chamado (estando ou não na Lei 100) e que os direitos legais sejam mantidos, e que o novo concurso seja feito da forma correta pare evitar que daqui alguns anos as pessoas passem pelo mesmo problema.  Sabe que algumas pessoas já passaram em concursos e nunca foram chamadas, ou estão na fila de espera e o governo insiste em fazer outro concurso, desconsiderando essas pessoas! Você realmente acha que a culpa é dos funcionários? Fale mais sobre isso!

Amigos, vocês acham que eu estou na rua por conta de centavos quando participo dos movimentos Tarifa zero e Passe Livre? Você já teve tempo de ler os documentos, dossiês elaborados de forma independente, com muita competência, sobre as contas das empresas de ônibus de BH e da região metropolitana. Você já leu os pareceres das liminares jurídicas sobre o caso? Você já verificou as contas de campanha políticas – quanto as empresas de ônibus “doam” para os políticos e quais são esses políticos. Com certeza não são centavos. Você já foi nas audiências públicas e viu o baixo nível dos debates, com perguntas sem resposta e o total desrespeito com as reivindicações lícitas da população sobre questões de transparência nas contas do que se diz: transporte público. Pois então, você acha mesmo que esses movimentos são por centavos?

Amigos, vocês que acham que eu sou seletiva, que vou pra rua pelo aumento de passagem, mas não vou pelo aumento da gasolina ou pelo impeachment da Dilma. Amigos e vocês vão pra rua pra quê? Eu vou pra rua por alguns causas, pois eu também – como você, eu trabalho, e tenho meus compromisso e por isso não consigo estudar todas as pautas e ir pra rua por todas elas, mas ficarei feliz em saber que você está lá quando eu não estou.  E nesse caso vamos falar sobre esse dualismo ocidental que vivemos. Veja bem, se eu não vou pra rua por conta do impechment da presidenta – isso não significa que eu estou a favor do desgoverno dela. Não existem só dois lados, eu por exemplo não sou direita – óbvio que não, e também não sou de esquerda, pois essa esquerda que está aí não me representa. Hoje minha posição política é “das quebradas”.

Outra coisa que queria falar com os meus amigos é sobre aquela frase: “vocês deviam ter reclamado antes”. Ouço isso para diversos movimentos que participo, então vamos lá.

Sabe a COPA do Mundo que aconteceu no Brasil, pois então, muitos anos antes do evento acontecer já existia o ovimento dos Atingidos pela COPA, do qual fiz parte aqui em BH. Não foi na véspera da COPA e nem somente nos dias da COPA que denunciamos muitas coisas, entre elas esses escândalos de desvio de verbas que estão sendo apurados agora. Então quando gritamos não vai ter COPA, era sobre isso também que estávamos falando. Todos os dossiês no movimento dos Atingidos pela COPA estão disponíveis on line com traduções nos sites da ANCOP e COPAC. E sobre as Olimpíadas, já estamos na lida também há muito tempo, estamos falando desde o descaso com os centros de treinamentos públicos que foram desativados (para ter a COPA) e agora estão sendo “refeitos” para serem privatizados ….. gente não estamos gritando não vai ter Olimpíadas. Mas saibam que o sentimento e as movimentações dos movimentos organizados estão sim se mobilizando para fazer as denuncia que claro, meus amigos jamais verão nas capas da Veja ou na GLOBO, a não ser daqui a alguns anos quando isso virar um escândalo para desestabilizar algum político.  Então amigos para não ter que falar que eu devia ter falado antes: que tal me ouvir agora.

Por falar em agora, quem me acompanhou na campanha para governador nas últimas eleições viu a quantidade de denúncias que fizemos sobre o caso das mineradoras. Agora não estou tendo tempo de reclamar pois estamos tendo que ter tempo para ajudar as vítimas da Samarco- Vale que estão até hoje sem amparo. E o maior crime ambiental dos últimos tempos vai ficando esquecido dos editores da grande mídia, mas vai ganhando corpo e mazelas no povo excluído e silenciado pelo medo da perda do emprego ou da cesta básica, que nem sempre chega. Água então nem se fala, teve que vir agua de São Paula para ir para Governador Valadares (em garrafas de 20, 10, 1 litro e até copos)

E com tudo isso meus amigos, quem me conhece sabe o quanto curto o carnaval, então falemos dos dias de folia também.

Gente, acho que eu não tenho nenhum amigo nessa empresa de tv que criou um concurso para “premiar o melhor bloco de carnaval de rua de BH” OI? Que isso minha gente? Competição entre os blocos de carnaval não existe não, amigo! Quem sabe, sabe, conhece bem que o maestro do Brilha é ritmista na Praia e coordena um nipe no Peixoto. Que o maestro do PPK, corre para pegar o Tico Tico, puxa o ensaio do Blocomun e passa as músicas no Pula Catraca. Que o ensaio da Tetê corre junto com o Tcha Tcha que por sua vez cola com a Corte Devassa, que passa o som junto com o Juventude que afina o Timbau na roda, que define a falta de rota com o Manjericão, que é seguido de perto pela Mosca do Toca Raul, que sobrevoa desde o Chama o Síndico, passando pela Vaca até chegar no Bandarerê e no Tchanzinho da Zona Norte. Isso sem falar nos múltiplos que com muito fôlego dão um chega nas Baianas e no Jazz, dançando um forro no Pisa na Fulô, e um Coco da Gente e um rock na Alcova … gente sem falar dos lindos que a gente passa brinca e nem sabe o nome … mas completem por favor! Mas com essa lindeza múltipla dá pra competir não! Né amigos! E amigos, isso vou falar aqui, mas isso eu tenho certeza que amigo nenhum meu tem dúvida: Quem reviveu o Carnaval de Rua de BH, não foi a a PBH, muito pelo contrário foi apesar dela que BH tem Carnaval. Claro que hoje ela possa de bonita. Mas como já disse, quem sabe, sabe! E é bom que tem carnaval – era isso que a gente queria! Então tá, mas me deixe passar com o meu isoporzinho!

Lembrei, ainda sobre o “deviam ter falado antes”, só faço uma pergunta. Sabe o que esta sendo construído no final da Bernardo Monteiro, logo ali – a poucos metros dos FICUS! Quem tá nas quebradas sabe demais né não!

Então amigos, quero conversar com vocês sobre isso. Tem outros assuntos, mas deixo pra outro dia!

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andeira que sou ando. ando, escrevo, leio e curto a estrada. de pés descalços vou seguindo a vida, abrindo a janela quando chove e com uma mala sempre pronta pra seguir. Partir é parte do caminho e chegada nem sempre o fim.

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