Desde pequena eu nunca gostei de cantar o final da música “A Banda” nunca entendi como que uma coisa que é tão legal e bonita podia terminar em desencanto e tristeza!

Hoje entendi o final da música, não por ver, mas por SER a BANDA.

Hoje no caminho do bloco “Tete a Santa” tinha um Shopping

Tinha um shopping no meio do percurso do“Tete a Santa”.

Então como o bloco não pode parar, entramos no shopping.

O encanto foi geral!

O povo que estava a toa, parou pra ver.

A Banda/Bloco passar cantando coisas de amor!

A gente entediada nas mesas dos restaurantes despediu-se do tédio

Pra ver a Banda/Bloco passar cantando coisas de amor!

“O homem sério que contava dinheiro parou
A namorada que comprava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem …

E a meninada toda se assanhou”

Pra ver a Banda/Bloco passar cantando coisas de amor.

A marcha alegre se espalhou pelo mall e insistiu

Pra ver a Banda/Bloco passar cantando coisas de amor.

O segurança que cuida do bem estar dos usuários do Shopping – Brilhou!!!

Desligou a escada rolante para evitar acidente com as fantasias e adereços da Banda/Bloco  e ainda abriu caminho para A Banda/Bloco passar cantando coisas de amor. (ironia modo 3 ativada)

E para o meu encanto o Shopping todo parou para ver

A Banda/Bloco passar cantando coisas de amor!

A Banda/Bloco  passou e seguiu seu curso natural para encontrar com o BloComum e Pula Catraca/TarifaZero

E fui cantando e sendo feliz, mas a imagem da saída do shopping me fazia lembrar o final da música,

Fiquei quase triste pensando em todas aquelas pessoas tomando seus lugares, nos bares nas lojas entediadas com seus smartphones.

Em cada qual no seu canto, pensei em mandar avisar que a música pode ter outro final!

Então quando ver a Banda/Bloco passar, siga com ela, e vem ser feliz o ano todo!

 

mudando o refrão: Vem ser a banda passar cantando coisas de amor!

Observação
antes que me perguntem por que só contei a parte boa da história: é porque a banda/bloco passou cantando coisas de amor!!!!

 

livre interpretação de Drummond e Chico Buarque.

Author

andeira que sou ando, escrevo, leio e curto a estrada. de de pés descalços vou seguindo a vida, abrindo a janela quando chove e com uma mala sempre pronta pra seguir. partir é parte do caminho e chegada nem sempre o fim! andeira costa

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